Diário de leitura final: Mindhunter

Terminei Mindhunter e resolvi esperar alguns dias as ideias se assentarem para vir escrever esse último diário de leitura. Não adiantou muito, ainda me encontro uma bagunça após essa leitura; e não é de se admirar. Uma coisa é certa, não vou avaliá-lo como costumo fazer em estrelas, é um livro de não-ficção escrito por um cara que casou serial killers, o livro fala por si só.

E para aqueles, que como eu, forem lê-lo esperando mais sobre as entrevistas depois de assistir a série, sinto dizer, John se concentra em narrar sobre os casos que vivenciou, uma vez ou outra falando das entrevistas. O cerne do livro é John mostrar ao leitor a psique desses criminosos, e como ele conseguiu chegar nisso. É sobre padrões, comportamento.

Não concordo com tudo que John diz (escreveu), mas entendo sua perspectiva; e é isso que ele queria passar, a arte de se colocar no lugar do outro, nem que esse outro seja um assassino.

Mas tem uma coisa que nós dois não poderíamos concordar mais:

“o que acredito de verdade é que, além de mais dinheiro, policiamento e presídios, o que mais precisamos é de amor.”

A maioria dos criminosos que John entrevistou tiveram infâncias traumáticas, acredito juntamente com ele que “monstros” são criados, mais do que aquela velha história de que o mal nasce assim. É por isso que a cada vez que ouço um caso desses sinto que falhamos, como sociedade, seres humanos. E continuamos a falhar.

“ O crime é um problema moral. Só pode ser solucionado em nível moral.” 

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