Pega café que lá vem lista: Séries que desgraçaram meu psicológico

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Essa lista vai especialmente para as séries que tiraram meu sono, me deixaram perturbada por dias, semanas, anos. Cheia de pensamentos negativos, de como a desgraça sempre vem acompanhada por seus similares. Desacreditada na humanidade, ainda mais por a maioria ser baseada em fatos reais, e as que não, se assemelham muito com a realidade.

Quer coisa mais assustadora do que começar assistir algo e tá lá um aviso de baseados em fatos reais?

Vamos lá, me acompanhe nessa lista:

Mindhunter

Não poderia começar por outra.

A série, baseada em fatos reais e no livro homônimo, acompanha dois agentes do FBI e uma psicóloga iniciarem O estudo da psique de serial killers; inclusive são eles que criam esse termo; usando assassinos encarcerados como grupo de estudo. Tendo no time de produtores nada menos que David Fincher, não poderia esperar nada menos do que sair com uma mente em frangalhos.

Na primeira temporada, o que mais chamou minha atenção foram as entrevistas realizadas com os serial killers presos. Observar as semelhanças e diferenças entre eles, e o quanto são apenas seres humanos que poderiam ser o meu vizinho. Acompanhar também o que esse estudo vai fazendo com a vida pessoal dos agentes, é motivo para me fazer ficar encarando a tela por um tempo depois que a primeira temporada acaba.

Contudo, é a segunda temporada; também no final; que me deixa indignada e enfurecida até hoje. Observando o desenrolar de um caso, os erros que são cometidos, as famílias das vítimas, o descaso do governo por se tratar de uma população pobre e negra. Para ainda o caso ser deixado em aberto, voltando as investigações depois de anos, nos dias atuas, só para remexer em uma ferida. Não tem como a indignação não ferver no sangue com as cenas finais da 2° temporada.

Olhos que condenam

Não sei nem por onde começar a falar dessa minissérie, o ódio toma conta de mim.

Mais uma baseada em uma história real, recheada de racismo e injustiça. Em certa noite uma mulher é encontrada violentada no Central Park, a polícia “pressionada” para encontrar o culpado acaba incriminando cinco jovens (crianças), quatro negros e um latino, se baseando em nenhuma prova.

Cada minuto dessa série é de embrulhar o estômago, de se indignar com a capacidade do ser humano. De como nosso sistema é falho. A cena em que um dos jovens recebe a sentença é algo que nunca vou me esquecer.

Chernobyl

Essa foi a série mais angustiante que já assisti na vida, fiquei muito mal, até hoje lembrando fico. Pensando em que estado estaria o mundo se a radiação tivesse chegado no lençol freático, se a estrutura de contenção não fosse feita, até onde a radiação chegaria. Na quantidade de vidas perdidas.

A cena no primeiro episódio da população observando a fumaça da explosão, todos expostos deslumbrados com a cor, é de partir o coração.

Não sei se fico tão atormentada assim por ser goiana, por temos sofrido com as consequências de um acidente envolvendo radiação. E desde bem nova estudar sobre o assunto. Sei que tenho medo até daqueles pirulitos com palito brilhoso.

The handmaid’s tale

Mesmo essa série não se baseando propriamente em uma história real, não dá para negar as semelhanças de Gileade com a nossa sociedade; infelizmente.

Baseado no romance homônimo de Margaret Atwood, The handmaid’s tale se passa em uma sociedade distópica regida por um governo totalitário baseado nos princípios, distorcidos, bíblicos. Onde as mulheres perderam todos os seus direitos da noite para o dia, e esse já é um dos pontos mais assustadores, como foi fácil tirar tudo aquilo que viemos conquistando ao decorrer dos anos. Em uma lei, perdemos nosso nome, autonomia de nossos corpos, filhos, família, profissão, independência financeira.

Mas, o sofrimento não fica restrito somente às mulheres, um sistema de casta é implantado, relações homoafetivas são proibidas. A liberdade deixa de existir. E a cada episódio vou perdendo um pouco de fé na humanidade.

Homeland

Homeland é a série mais antiga dessa lista, a primeira a mexer com a minha cabeça. Com oito temporadas cheias de momentos e acontecimentos que acabaram com meu psicológico, fica difícil lembrar de todos. Então, direi apenas um nome que explica tudo, Carrie.

Foi com Carrie que fui aprimorando minha paranoia, ao nível de tampar a câmera do computador com fita adesiva preta; que hoje em dia já é um comportamento quase normal.

Lançada em 2011, Homeland tem como tema central o terrorismo, acompanhando Carrie, uma agente da CIA lidar com as ameaças. Gosto tanto dessa personagem, por todas as suas imperfeições, a forma como ela não desiste do que acredita. E as coisas que Carrie faz ao decorrer das temporadas nunca me cansam, ela sempre consegue de algum jeito me surpreender.

Mas, o que me deixa acordada a noite, é pensar em todo o esquema mostrado ali, o terrorismo, a CIA, a política. Homeland tem o cuidado de ir se entrelaçando com os fatos que estão acontecendo, e se for parar para pensar nisso, é de enlouquecer.

Dark

Acho que a frase que mais usei esse ano foi: Isso é tão Dark…

Depois de assisti essa série tudo para mim se tornou Dark, em todas as conversas tentava enfiar esse assunto. Se estivesse mais ativa por aqui com certeza teria feito um especial Dark, talvez ainda faça. Essa série é espetacular, o tipo bom de desgraçamento da cabeça. Não sei nem explicar direito a sinopse, é viagem no tempo, buraco de minhoca, um ciclo, tudo conectado, quando penso que estou entendo é quando menos sei. É um nó que nem falando o nome da tia mais fofoqueira dá para desfazer.

O ponto mais alto, que faz explodir a cabeça, são as conexões. Como o futuro influencia o passado, e esse passado influencia o futuro, tudo em um ciclo. E é claro, o quanto você vai ficando obcecado ao longo das temporadas para descobrir qual/quando/onde/quem é o ponto inicial de tudo.


Se deixasse ficaria falando dessas séries por horas e longos dias a fio. Recomendo todas, pois as vezes é preciso um bom tapa na nossa cara para realmente entender. Mas vá preparado, tem todo tipo de gatilho.

Bem é isso, ainda deixei de fora Westworld e Mr. Robot que não terminei de assistir, fica para próxima.

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