Quarenta e dois

Eu posso dar uma sumida daqui por uns dias…

Por que a gente se limita tanto? É sério, por que? Não sei se é o começo do setembro amarelo, ou só mais um surto meu. A questão é que eu já não sei mais. De absolutamente nada.

Esse ano, essa pandemia, me fez repensar em tanta coisa e chegar a lugar nenhum. Até comecei a escrever um conto que pode se tornar uma novela que pode se tornar um livro; nessa altura do campeonato quem é que vai saber. Foco. O conto, é quase uma autobiografia, onde fico remoendo o passado.

E ao mesmo tempo estou trabalhando no livro que vou publicar.

E fico pensando em coisas para o blog.

E fico pensando em projetos futuros.

E fico pensando em voltar a trabalhar no meu romance.

O resultado é que não foco em nada, e acabo frustrada por as coisas não andarem como desejo.

Voltando a questão da caixinha que me coloco; que era para ser o tema desse texto. Dias atrás fui começar a escrever um post e fiquei estagnada. E não foi por falta de vontade de escrever, ou tempo, ou criatividade. Percebi, que sem querer me coloquei em uma bolhinha. Me peguei pensando, nossa poderia escrever sobre tal coisa, ah, mas isso não se encaixa na proposta do blog (?).

Isso não faz o menor sentido.

Tendo a me limitar das formas mais ridículas. Como da vez que disse durante uma conversa, nunca me esqueço disso, que me achava velha demais para pintar o cabelo de rosa; pelo amor de deus de onde tiro umas coisas absurdas dessas?! Lembro dessa conversa todas as vezes que me pego dizendo isso não é pra mim.

Faço tanto isso quando tenho ideias para histórias. Julgando serem bobinhas então não vale a pena escrever. Fico lá me perguntando, ah mas que diferença isso vai trazer para o mundo? Como se o objetivo de um livro fosse ser um discurso de militância. Como se cada um não tirasse sua própria visão sobre a história. Me esquecendo do verdadeiro motivo pelo qual escrevo.

Onde quero chegar com tudo isso?

É que vou dar um tempo no blog para repensar o formato e as coisas que posto aqui. Não vou parar de escrever, em Outubro com certeza estou de volta; tem Halloween, tem o livro… Só vou reorganizar a casa.

“Mais do que ser lido, eu escrevo para ser livre.”

Pedro Salomão

4 comentários em “Quarenta e dois

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