Diário de devaneios II

Fiquei o dia inteiro pensando o que escreveria hoje. Amanheci com a vontade de mundo, de escrever, de viver. E ri comigo mesma das desgraças que me assolam, que de aventuras não tem nada. O drama consigo ter sempre, a emoção que fica em dívida.

Nem sei quanto tempo estamos em pandemia, desisti de fazer contas. A vida deu um stop, e aceite isso de bom agrado, precisada que estava de parar de correr contra o tempo. Porém. Me enganei, ou supus tudo errado. Parei no tempo e o tempo não parou; o danado não espera. E agora a fome é de querer abraçar tanto, tanto, que acaba que não abraço nada; faz sentido isso? O que to querendo dizer é que, me resolvi comigo dentro de mim e não vi o tempo passar e quando acordei, já tinha ido muito chão. Tá tudo tão resolvido dentro, e tudo tão bagunçado fora. Não faz sentido. Um com o outro não se dá. E o que sobra é essa confusão, sem expressão, mais um texto que não sei dar sentido, mais uma tentativa de arrumar/acertar o dentro com fora.

Havia me prometido que hoje iria escrever um texto pé no chão, contar novidades, falar sobre estar doente, de como a chuva não para de cair, de que não quero reclamar da vida pois tenho muito e muitos tem tão pouco. É, fica pra depois…

Um comentário em “Diário de devaneios II

  1. Também penso muito nisso, do estar tudo arrumadinho aqui dentro enquanto lá fora é uma bagunça total.
    Minha esperança é na ideia de que o velho e o bangunçado passam, e que muito em breve o interior vai caminhar junto com o que tem de melhor lá fora.

    Curtido por 1 pessoa

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