E depois a louca sou eu?

Se você tem curiosidade em saber quem diabos é Tati que menciono na descrição do blog, esse é seu momento, sua curiosidade será saciada. 

Lá em 2018, acho, li Depois a louca sou eu escrito por Tati Bernardi, a Tati em questão. Era meu último ano de faculdade, TCC, crises de pânico, ansiedade, surtos. Descobri o canal da Beatriz Pauletto, saia da minha zona de conforto na leitura para encontrar livros que realmente amei. Em uma dessas recomendações, acabei lendo o livro da Tati, foi uma montanha russa, desconforto, identificação, conforto, risos, lágrimas. Esse livro me marcou de forma imensurável, que somente agora depois de assistir a adaptação fui perceber.

Houve uma vez quando estava na faculdade, uma manhã calma, estava trabalhando no TCC e tinha aula à tarde. Sai do laboratório e fui almoçar, no caminho olhei pro ponto de ônibus, para o RU, que nem fila tinha, senti o peso da mochila em minhas costas, o suor descer, minha respiração acelerou e tudo em mim gritava que não podia continuar ali, precisava ir pra casa. E foi só sentada no ônibus que consegui aos poucos respirar melhor, e quando enfim em casa, chorar. 

Essa foi uma das minhas crises mais marcantes, é dela que me lembro quando sinto a avalanche vir, e sei que uma hora vai passar.

Por isso essa identificação com Tati, foi pensando nela que tomei coragem de começar o blog, de dar mais a cara a tapa. Não posso parar de viver por causa da química desequilibrada da minha cabeça. Me esconder não resolve nada, esse bichinho vai continuar aqui me devorando do mesmo jeito, o melhor é seguir tentando da minha maneira.

Tati escrevia suas desgraças em uma coluna, escreveu um livro sobre isso, que se tornou filme. Paro um momento para pensar nisso, e não consigo mensurar o quanto ter esse exemplo significa para mim, para pessoas tão “loucas” quanto eu e ela. Por isso, enquanto assistia o filme me veio aquele orgulho, alegria de, pode dar certo tanto quanto pode dar errado e tá tudo bem. 

Pois, não é questão de loucura, e sim, se aceitar da maneira que é.

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