De lá para cá

Lendo meus últimos posts me sinto uma criança birrenta, principalmente relendo o Trinta e nove. Tipo uma adolescente lamuriando como a vida é injusta, pelo amor de Deus, tenho um teto sobre a cabeça de onde não preciso nem sair, posso ficar de boa quietinha em quarentena, e to lá fazendo pirraça porque não consigo escrever, por não seguir planos; sério mesmo? no cenário que estamos, é disso que estou reclamando? (te atipa menina!)

É sério, às vezes me sinto uma neném, batendo meus pezinhos no chão querendo um brinquedo; ou, segundo os dias atuais, um celular. Dramatizo demais. Mas, fazer o que, era o que estava sentindo no momento. E acho que tá tudo bem a gente bater o pé e falar: não to feliz com isso. Não é nada saudável engolir as emoções, sejam elas quais forem. E já fingi estar feliz vezes demais para agradar os outros; por isso dou os shows que quero aqui. 

Venho pensando nisso por estar lendo Emma, imagino. Me perguntando se sou mimada como a personagem, pois o correio elegante da festa junina já sou; sim não resisto a shippar pessoas, e como os que Emma faz, esses são quase sempre fadados ao fracasso. 

Depois, fiquei encucada com a negatividade de minhas palavras. Já está tudo uma merda, pra que se esfregar nela? né?

Procurei positividades para escrever e não encontrei

Então, comecei a pensar em tudo que está acontecendo, e não foi pouca desgraça para se pensar

E aí, comecei a refletir que a desgraça somos nós seres humanos

E fui direto para: que mundo é esse que vivemos?

Para chegar aqui, no: e agora José? o que é que se faz?

(senta e chora? ou finge que não viu ou tanto faz ou faz revolta ou ou ou…)

Acho que passei pelos passos de aceitação.

Não foi uma caminhada fácil, e tão pouco o que se encontra no final dela é. Posso voltar a regredir alguns passos, é bem provável. Por enquanto, escolho ter um pouco de esperança, mesmo que seja bem difícil encontra-la agora.

5 comentários em “De lá para cá

  1. Me identifiquei muito, Amanda! Acredito que todos estão nos altos e baixos, não tem jeito. O que podemos fazer é olhar para o que temos e agradecer. Se está ruim para a gente que, como você disse, tem um teto confortável, imagina para aqueles que não tem. Bom resto de semana pra você!

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