A brisa dos meus ventos

As palavras sumiram
fugiram de mim
em minha cabeça não se abrigam mais
dez dias se faz
talvez três 
e as palavras, teimam em não voltar.
é o medo dos medos
a angústia das angústias
esse lamentar
esse não se importar
não sentir
não se inspirar.
me fazendo questionar se um dia vão retornar
se não vierem o que irei eu de fazer?
se não voltarem a me habitar 
o que restará?
muito já não tem; só pra constar.
em outros tempos se foram e se voltaram
vão regressar mansamente como se nunca tivessem se ido?
não importa, com tanto que não me deixem
venham ocupar a imensidão de minha mente, tão
farta
vazia
conflita
sozinha
imatura
sombria
descabida
incompreendida.
apenas mais uma mente em colapso
necessitada de sintonia, com
o mundo
a vida
si
outrora
diante
o fixo do agora
o outro
o sentir.
se estiverem por aí, voltem
se me ouvirem,
voltem
não necessário é ter sentido
fazer o que bem querem podem
carta branca
folha branca
pronta para o rabiscar do que quiserem
pronta para o despejar da imensidão
de mim
de si
do fim
do existir.

7 comentários em “A brisa dos meus ventos

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