D. Q. V

Essa semana tivemos o dia da terra, do livro, Tiradentes, o blog alcançou seu centésimo post, e outras prováveis datas devem ter se passado sem que me desse conta. Isso tudo em uma semana em que me via ir mais fundo no poço. Percebo então, que motivo para celebrar sempre vai ter, mas que mergulho tão fundo na minha melancolia que se torna impossível notar luz. Sei, muito bem, o quanto é difícil enxergar algo além do ciclone de dor/ânsia. Que quando passa, você se pergunta como pôde se deixar destruir daquela maneira. O depois, cabe a reconstrução.

Hoje foi dia de tentar juntar as partes espalhadas pela sala. Voltar a estudar um idioma que estava deixado de lado. Organização; de livros, leitura, textos, casa, mente. Retornar à trampos inacabados. Rabiscos avulsos em velhas folhas. Conversas fixas. Resoluções… junções. busca: colheita: ordem: reunião. Como um mantra para os momentos de restauração. Vou, reaprendendo nadar nesse mar.

‘Talvez fosse falta de vida: estava vivendo menos do que podia e imaginava que sua sede pedisse inundações.’

Perto do coração selvagem – Clarice Lispector 

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